terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Quem nunca teve que dividir um amor?



Eu já tive, milhares de vezes. E, se alguém pensa que dividir com outros parceiros ou parceiras é o pior, é um mero engano. Em todas as vezes você se magoa, se rasga toda, grita, amaldiçoa. Entra num estado catatônico, reflete sobre a vida. Ora acha que perdeu, ora acha que teve a vitória nas mãos.
O amor é um bicho chato de domar. É um personagem esquizofrênico, com transtorno bipolar e múltiplas personalidades. É um cabra safado que te puxa pela coleira. É um pensamento eterno nos nossos cocurutos. É uma ação egoísta e sem noção que te deixa mais extasiado do que comer chocolate e, algumas vezes, te dá o mesmo sentimento de culpa depois de uma panela de brigadeiro.
Mas, incrivelmente nos jogamos em cima dele. Constantemente realizamos as mesmas peripécias do coração, como se fosse um Transtorno Obsessivo Compulsivo. Há quem creia que o amor liberta. Pura balela. As pessoas são apressadas e querem escutar a frase certa o mais rápido possível. Esperam que o parceiro doe a sua alma, do mesmo jeito que doamos a nossa. No primeiro dia queremos flores, no segundo um anel de noivado, no terceiro o mundo!
Eu já dividi o amor com o trabalho, o esporte e com outras pessoas. Sempre corri atrás. Em muitos casos, perdoei as atitudes estúpidas. Já me arrastei, clamei, gritei. Usei máscaras secretas por muitos anos, tentando ser algo que eu não era. Um pierrot ensandecido, sentado na calçada com uma garrafa de licor verde, chorando as pitangas, prometendo ser diferente, mas nunca dando o primeiro passo.
Eu já chorei os amores divididos, perdidos, trocados, roubados. Hoje sei que o sentimento antigo é nada mais que uma página virada, esperando uma folha em branco, perfeita, com cheiro de novo. E, este novo capítulo eu já comecei a escrever.

Introdução ...


Se perguntarmos a nossas mães, avós ou tias, de que maneira os homens das suas épocas se portavam ou como se comportavam em relação a nós mulheres, possivelmente as respostas serão as mesmas, ou seja, os padrões do comportamento masculino não se modificam, que fique bem claro que estamos aqui nos referindo ao cerne da alma masculina (conforme mencionaremos em alguns textos acreditamos ser um reflexo da educação dadas por suas mães). Passam-se anos, séculos ou milênios e as mesmas atitudes, desculpas e pensamentos continuam, independente da idade, da classe social ou da religião do dito cujo.
Estranha Coincidência – Interessante Similaridade advém justamente deste pressuposto, os padrões do comportamento masculino que não se alteram, onde nós mulheres somos as protagonistas dessas histórias que são muito semelhantes com as histórias de inúmeras mulheres, sejam elas nossas amigas, primas, irmãs e tantas outras desconhecidas.
Somos três amigas que através do messenger detectaram que suas desventuras amorosas são muito semelhantes, modificando apenas o nome dos personagens e seu habitat, as circunstâncias em que essas desventuras com nossos possíveis pretendentes se desenrolavam era absolutamente semelhantes, desde o sumiço do pós ficar, até as desculpas mais esfarrapadas que uma mulher possa ouvir.